Prova de vida a partir da biometria facial começa a ser testada pelo INSS

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai começar neste mês o projeto piloto da prova de vida digital. O beneficiário conseguirá comprovar a vida por meio da biometria facial. O presidente do órgão, Leonardo Rolim, afirmou em julho, que o projeto será testado com 550 mil beneficiários de todo o Brasil, no entanto, ainda não há detalhes sobre o projeto. Atualmente, as pessoas precisam ir anualmente até a agência bancária em que recebem o benefício para comprovar que estão vivas e continuar recebendo o valor, onde é preciso apresentar um documento de identificação com foto para validar o procedimento ou, em alguns casos, dados biométricos.

Para as pessoas com dificuldade de locomoção e os maiores de 80 anos, também é possível fazer o agendamento da prova de vida domiciliar ou hospitalar, em que um funcionário do banco vai até o beneficiário. Quem não faz a prova de vida pode ter o benefício cancelado.

Com o projeto piloto, a prova de vida digital seria feita via biometria facial. Esta técnica cria um algoritmo a partir do rosto do indivíduo, considerando pontos como a distância (entre nariz e boca, olhos e nariz, por exemplo), o formato e contornos do rosto e até sinais distintivos, como manchas e cicatrizes. Estas informações se transformam em um código, conhecido como hash, que é ligado a dados cadastrais, como nome da pessoa.

O fundador da startup FullFace, Danny Kabiljo, diz que os fraudadores são “criativos”, mas que o reconhecimento facial é bastante seguro. “O mais importante é encontrar uma tecnologia que seja viva e que tenha confiança na empresa que está fornecendo o sistema”, afirma Kabiljo.

O especialista também diz que é importante que o sistema seja constantemente aprimorado, para evitar novas fraudes e, se acontecerem, corrigi-las a tempo. Segundo Kabiljo, “reconhecimento facial veio para ficar”.

Uma das vantagens deste tipo de sistema é a de que não será mais necessário o uso de senha, que muitas pessoas têm dificuldade de memorizar ou criam padrões fáceis de serem fraudados. Outro benefício é que, com a prova de vida digital, fica mais fácil o atendimento a idosos que tem dificuldade de locomoção.

Por outro lado, especialistas alertam que a tecnologia pode ser a mais segura do mundo, mas nada pode evitar uma fraude, caso o sistema seja operado por pessoas mal intencionadas.  Um exemplo seria o vazamento do código do reconhecimento facial. A senha pode ser trocada a qualquer momento, já o rosto, permanece sempre o mesmo. Isso vale para qualquer dado biométrico, como a digital.