101 anos de Albino Evaldo Danzer

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Albino afirma jamais ter adoecido e necessitado de remédios

Filho de Gustavo Danzer e Luiza Härter Danzer, Albino Evaldo Danzer nasceu no dia 21 de janeiro de 1921, na Linha 23 de Julho – município de Ijui – RS, sendo o primeiro de dez filhos do casal. Sua mãe tinha apenas 16 anos quando ele nasceu, após uma gestação de apenas 7 meses. Como naquela época não havia nenhum recurso, sua mãe, apesar de ser tão jovem, conseguiu cria-lo sem o uso de nenhum medicamento ou coisa parecida. Certamente, jamais imaginaria que seu filho chegasse a uma idade tão avançada, cheio de saúde, sem saber sequer o que é uma dor de cabeça.

Como lembrança da sua infância, Albino ainda conserva o travesseiro em que passou seus primeiros meses de vida.

Aos 4 anos de idade, mudou-se com seus pais e um irmão para a Linha Secção B – município de Cândido Godói, onde seu pai havia adquirido uma área de terras de mato virgem, da qual a posse era conhecida como “requerimento”. A primeira casa foi construída ali, com madeiras da mesma mata e coberta com folhas de coqueiro. Desde criança, Albino acompanhou seu pai na derrubada de árvores e nas plantações.

No dia 05 de abril de 1936, aos 15 anos, Albino recebeu sua Confirmação (primeira comunhão). Ele lembra que o dia era um domingo de ramos e ganhou do seu pai um chapéu.  Para participar da catequese, percorria a distância de 9 quilômetros por picadas no meio do mato, até a comunidade da Linha Timbaúva.

Quando jovem, enamorou-se por Zulmira Carvalho. Depois de dois anos de namoro, foi chamado ao serviço militar, prestado no quartel de Cruz Alta. Depois de um ano, foi escalado para a 2ª Guerra Mundial. Permaneceu por dois meses no Rio de Janeiro passando por treinamentos e exames (teve que fazer 72). Estava pronto para o embarque, aguardando o navio já com a farda de identificação, quando recebeu a notícia de que a guerra havia acabado. Teve que ficar por mais dez meses prestando serviços em um quartel do Rio de Janeiro, pois era da divisão da infantaria. Na sua saída, foi chamado a presença do então Presidente da República, Sr. Getúlio Vargas, e por ser gaúcho, recebeu a oferta de voltar para casa, casar com sua noiva que o esperava, podendo seguir a carreira no quartel. Mas Albino recusou o trabalho. Foi então que no dia 02 de janeiro de 1946, deu baixa do Exército Brasileiro, chegando em casa no dia 29 de janeiro de 1946.

Ao regressar, quis casar logo com sua amada, marcando as núpcias, que aconteceu no dia 06 de abril do mesmo ano. Fixou residência na Linha Secção B – Cândido Godói, onde mora até hoje. Desta união, nasceram dois filhos: Nelson Danzer, hoje com 75 anos, morador da cidade de Sinop – MT, que lhe deu três netos e uma neta, sete bisnetos e um tataraneto; e Ilga, hoje com 69 anos, que não teve filhos e reside na mesma propriedade do pai, a quem cede cuidados e atenção.

Viúvo há sete anos, Albino ainda é muito ativo. Continua participando dos cultos da comunidade, é membro da igreja, sócio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Sociedade Hospitalar Santo Afonso e do Clube Social da comunidade. Sempre viveu na simplicidade, tratando a todos com muito respeito e dignidade, em especial os mais necessitados.

Uma das curiosidades da sua vida, fato que ele conta com muito orgulho, é que nunca sentiu nenhuma dor e jamais precisou tomar nenhum tipo de remédio. Deixou de ingerir bebidas alcoólicas há 55 anos. Há 23 anos parou de tomar chimarrão e também largou o cigarro.  Sente-se de bem com a vida, com a família e os amigos. Agradece cada visita que recebe, e com muita simpatia compartilha suas experiências de vida.

No dia 21 de janeiro de 2022, Albino Danzer completou 101 anos de vida, data que foi muito celebrada na presença da família e dos amigos. O momento marcante da comemoração, foi a visita de uma junta do Exército Brasileiro, que veio prestar a ele sua homenagem e gratidão aos serviços prestados a Nação, deixando-o muito emocionado.

Por ocasião desta data tão marcante, Albino recebe as homenagens dos familiares, amigos e da comunidade onde sempre viveu, trabalhou e contribuiu.

 

Com a colaboração de Clarice Pich e Margarida Danzer