Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso serve de oportunidade para que as pessoas lembrem que a idade chega para todos, e que, com ela, novas dificuldades surgirão. A data convoca a sociedade a repensar a sua visão a respeito dos maiores de 60 anos, que apesar dos sinais da idade, são pessoas saudáveis e produtivas. Vem também para sensibilizar a população do mundo para a necessidade de cuidar dos, assim chamados, pertencentes ao segmento da terceira idade.
Antes, no Brasil, o Dia do Idoso era celebrado em 27 de setembro. Desde 2006, a comemoração passou para 1º de outubro, devido à aprovação da Lei nº 10.741, que tornou vigente o Estatuto do Idoso, surgindo, na esteira desse processo, o Conselho Nacional do Idoso. Essa legislação deu impulso para o Estado brasileiro fortalecer a rede internacional de luta em defesa dos direitos de quem tem mais experiência de vida, com foco em questões ligadas à saúde, convívio social e familiar, abandono, sexualidade e aposentadoria.
O dia 1º de outubro, portanto, é reservado para pensar sobre todas as questões fundamentais a respeito do idoso. Serve para fomentar a reflexão sobre a situação da assistência, integração e participação dos mais velhos na sociedade, com ênfase para a independência que lhes é inerente, e que deve ser garantida em direitos como oportunidade de trabalho, lazer, e poder viver em ambientes seguros.
Neste sentido, o movimento social da terceira idade, surgido na década de 80, que ganhou força nos anos 90 com a criação dos clubes, grupos e associações de idosos, legalmente constituídos, teve papel fundamental, reinserindo estas pessoas ao convívio social, em um movimento contra a invisibilidade, o preconceito e todas as formas de violência.
Hoje, já é possível afirmar que este segmento tem seu lugar reconhecido na sociedade, pela sua organização na busca por seus direitos e por demonstrar o compromisso com os seus deveres como cidadãos.
Claramente, a mobilização é constante, a fim de garantir o que já foi conquistado e pensar no que ainda precisa ser feito para assegurar uma justa participação na comunidade, com qualidade de vida, que lhes é essencial, diante da experiência que acumularam ao longo da vida e da contribuição que deram para esta nação.